Segue a fórmula da solução nutritiva (meio de cultura), que eu usei no vídeo abaixo, para produção ON GARDEN (em contra partida a ON FARM) de Bacillus subtilis ou qualquer outro tipo de bactéria benéfica de interesse agrícola.
9 de outubro de 2022
26 de setembro de 2018
Como fazer: Adubo liquido fermentado
Biofertilizante fermentado com o mato que nasce na sua horta
As plantas espontâneas, também chamada de mato, que nascem à
revelia em nossas culturas, quase sempre são um problema tão grande que
adotamos um nome pejorativo para tal mato:
plantas daninhas.
É muito comum que façamos a remoção destas “plantas daninhas” e as descartemos, seja em um saco de lixo, deixando-as secar e colocando fogo, ou de outra maneira qualquer. Mas, o que nós esquecemos de observar é que estas “plantas daninhas” cresceram e se desenvolveram no solo da nossa horta, removendo desta os nutrientes para seu crescimento e desenvolvimento. Quando descartamos este “mato”, estamos jogando fora parte da riqueza do nosso solo! Neste mato estão muitos nutrientes que poderiam ser reciclados e usados por outras plantas cultivadas por nós.
Existem algumas maneiras de fazer esta reciclagem de
nutrientes. Talvez a mais famosa seja a compostagem que, muitas vezes, é
trabalhosa e demorada. Porém, existe uma maneira de extrair e dispor dos
nutrientes deste “mato” de uma forma rápida e simples. Esta forma é
transformando o “mato” em adubo líquido fermentado.
Para tanto, basta o mato, água e uma fonte de microrganismos.
O mato entra com os nutrientes imobilizados. A água é o solvente universal que
irá “quebrar” o material orgânico em matéria orgânica. E os microrganismos irão
biodisponibilizar os nutrientes para que estes sejam melhor absorvidos pelas
plantas que receberão o adubo liquido fermentado.
1 - Como preparar:
Você irá precisar de um tambor/bombona de, no mínimo, 40
litros de capacidade total, com tampa.
a - Encher a bombona até 2/3 da sua capacidade com água sem
cloro;
b - Acrescentar o mato roçado ou arrancado, de modo que este
ocupe de 1/5 a 1/3 do volume da bombona;
c - Acrescentar mais água a bombona, até cerca de 1 palmo da
capacidade total da mesma;
d - Para uma bombona de 40 até 60 litros, acrescentar 1 mão
bem cheia de serrapilheira de mata ou 5% do volume total da bombona de
microrganismos líquidos (se você não tem os microrganismos líquidos, clique aqui para aprender como obter);
e - Misturar toda esta solução, com a ajuda de um pedaço de
pau;
f - Fechar a bombona com a tampa e deixar fermentar por 14
dias.
| Material já em processo de fermentação, com formação de fungos na superfície. |
2 - Como usar:
Misture 1 litro do adubo líquido fermentado com 10 litros de
água e use para regar a base de suas plantas. Esta rega pode ser feita a cada
15 dias no período mais quente do ano ou, a cada 30 dias no período mais frio.
3 - Manutenção do adubo:
Quando o adubo líquido fermentado estiver quase acabando,
acrescente mais 1/5 a 1/3 do volume da bombona de mato, complete o volume com
água e mais serapilheira ou os microrganismos, na proporção acima. Misturar
bem, tampar e aguardar 14 dias para usar.
Não é necessário remover os resíduos de mato que ficam no
fundo da bombona. Esta matéria orgânica já está inoculada com microrganismos,
em avançado estado de decomposição, e agirão como um starter para o novo adubo
líquido fermentado.
4 – Dicas
- Você pode usar restos de cultura (sabugos, palhas, cascas,
etc...) para produzir este adubo. Assim, você irá “devolver” ao seu solo, de
maneira mais rápida, alguns dos nutrientes que foram absorvidos para produção
de sua safra;
- Adubo líquido fermentado feito somente de gramíneas é rico
em nitrogênio e é ótimo para ser usado durante a fase de crescimento de nossas
culturas;
- NÃO utilize plantas doentes para produção do
adubo líquido fermentado.Veja o vídeo abaixo com mais informações sobre o processo de produção do adubo líquido fermentado:
27 de setembro de 2017
Coleta e Multiplicação de Microrganismos Eficazes (EM) - Parte 3
Vídeo complementar, parte 3, do artigo Microrganismos Eficazes deste blog.
Nos vídeos, explico algumas dicas finais e falo sobre como usar os microrganismos capturados. Mais detalhes, leia o artigo original.
Vídeo parte 3:
Vídeo parte 1: clique aqui
Vídeo parte 2: clique aqui
Nos vídeos, explico algumas dicas finais e falo sobre como usar os microrganismos capturados. Mais detalhes, leia o artigo original.
Vídeo parte 3:
Vídeo parte 1: clique aqui
Vídeo parte 2: clique aqui
14 de abril de 2017
Coleta e Multiplicação de Microrganismos Eficazes (EM) - Parte 2
Vídeo complementar, parte 2, do artigo Microrganismos Eficazes deste blog.
Nos vídeos, demonstro adaptações feitas no item Como Produzir do artigo acima, resultado de dicas de alguns leitores, muitas pesquisas e experimentações.
Vídeo parte 2:
Vídeo parte 1: clique aqui
Vídeo parte 3: clique aqui
Nos vídeos, demonstro adaptações feitas no item Como Produzir do artigo acima, resultado de dicas de alguns leitores, muitas pesquisas e experimentações.
Vídeo parte 2:
Vídeo parte 1: clique aqui
Vídeo parte 3: clique aqui
29 de março de 2017
Coleta e Multiplicação de Microrganismos Eficazes (EM) - Parte 1
Vídeo complementar, parte 1, do artigo Microrganismos Eficazes deste blog.
Nos vídeos, demonstro adaptações feitas no item Como Produzir do artigo acima, resultado de dicas de alguns leitores, muitas pesquisas e experimentações.
Vídeo parte 1:
Vídeo parte 2: clique aqui
Nos vídeos, demonstro adaptações feitas no item Como Produzir do artigo acima, resultado de dicas de alguns leitores, muitas pesquisas e experimentações.
Vídeo parte 1:
Vídeo parte 2: clique aqui
1 de setembro de 2016
Mini Bomba de Vácuo Manual
Auxilio para um melhor armazenamento de sementes
Sementes são bens inestimáveis, essenciais a sobrevivência da nossa espécie e a chave para a sustentabilidade. Saber como armazena-las adequadamente assegura a sua viabilidade, pelo maior período possível.
Eu como minúsculo produtor de sementes venho, a cada novo ano e nova colheita, aprimorando as minhas técnicas, para um melhor armazenamento das sementes colhidas na minha "propriedade rural". Sempre busco seca-las de maneira correta e mantê-las acondicionadas longe da umidade excessiva, da flutuação de temperatura, do excesso de luz e de insetos, a fim de garantir a viabilidade das mesmas.
Do mesmo modo, para garantir que as sementes não brotem, antes do desejado, penso sempre em quatro elementos: oxigênio, umidade, luz solar e calor. Mantê-los longe das sementes é garantia armazenamento longo, pois estes quatro elementos criam uma reação de brotação natural nas sementes, chamando-as a vida.
Sei que existem muitas teorias e experimentos sobre qual o melhor método de armazenamento. Muitas desta já utilizei como: sacos de papel, armazenamento em geladeira, em garrafas PET... já misturei as sementes com sílica, pimenta do reino, folhas de louro, alho... e por aí vai..
Mesmo tomando vários cuidados, algumas vezes ainda encontro pequenos insetos se alimentando da minha preciosa produção, já acondicionada em garrafas PET, além de ver sementes brotando dentro das garrafas e perdendo, muito rapidamente, seu poder de germinação.
Descobri que uma das soluções, para evitar os insetos, além de preservar melhor as sementes, é acondiciona-las a vácuo. Para fazer o vácuo, encontrei tutoriais que utilizavam velas ou chumaços de algodão acesos, dentro da garrafa PET, para consumir todo o oxigênio. Porém, tentei várias vezes seguir estes tutoriais, sem sucesso, pois já que minha produção é pequena, acabava por não encher toda a garrafa, o que acarretava a queima da garrafa, ou da tampa, ou mesmo meus dedos.
Procurando outra solução, logo me lembrei de um experimento que fiz, a tempos, com algumas válvulas de retenção de ar e vi que, de maneira fácil e barata, seria possível montar uma mini bomba de vácuo manual.
Como o uso da bomba de vácuo, aliadas a outras técnicas de armazenamento, não tenho mais problemas com as minhas sementes estocadas e sempre tenho um alto índice de germinação das mesmas.
1.1) Material:
Antes da montagem, é necessário identificar, nas válvulas de retenção, onde é a entrada de ar e onde é a saída. Em alguns modelos de válvulas, esta marcação já vem impressa na mesma, outras válvulas trazem um pequeno manual identificando as partes em questão. Na figura abaixo, ilustro, no modelo de válvula que utilizei, estes dois pontos:
1.2) Montagem:
a - Cortar a mangueira de aquário em 3 partes de, mais ou menos, 5 cm cada;
b - Conectar as partes da mangueira na base do "T" e nas suas duas extremidades;
c - Na base do "T", conectar uma válvula de retenção, com a entrada de ar voltada para o "T";
d - Em uma das extremidades do "T", conectar a outra válvula de retenção, como a saída de ar voltada para o "T";
e - Na outra extremidade do "T", conectar a seringa.
1.3) Como usar:
a - Furar a tampa da garrafa PET. O orifício não deve ser muito grande, mas suficiente para que a ponta da válvula de retenção entre com um certo esforço;
b - Introduzir a ponta da válvula de retenção de ar, da extremidade do "T", no orifício da tampa;
c - Acionar o êmbolo da seringa, fazendo um movimento de vai e vem, até notar que a vedação da válvula está deformada (ver detalhe na foto abaixo);
d - Cortar ou remover a mangueira, que esta conectada na válvula da tampa da garrafa. A válvula de retenção não deve ser removida, pois é ela que garante o vácuo dentro da garrafa;
e - Revestir a tampa e a válvula de retenção com silicone ou parafina;
f - Rotular a garrafa com o tipo de semente e a data de armazenamento;
g - Armazenar a garrafa em local fresco e escuro.
Com este método, eliminamos vários fatores que prejudicam uma boa preservação de nossas sementes, como:
- Diminuímos o oxigênio e a umidade no interior da garrafa, elementos estes que viabilizam a brotação das sementes.
- Armazenando em local fresco e escuro (geladeira, se possível), diminuímos o consumo dos açúcares do interior da semente, pelo seu embrião, o que dá mais longevidade as mesmas.
- Garantimos também, pela baixa presença de oxigênio, a não infestação das sementes armazenadas, por insetos praga.
Mais detalhes sobre a montagem e uso no vídeo:
Podemos usar a mini bomba de vácuo para remover o ar de potes de vidro, estes usados para conserva, com tampa metálica. Para isto, basta fazer um furo sobre a tampa do pote e repetir o processos executados acima, para garrafa PET.
- Se for usar potes de vidro, o ideal é usar potes novos, pois estes tem o sistema de vedação melhor que potes usados;
- Ainda sobre uso de potes de vidro, para garantir uma melhor vedação, fazer um furo maior na tampa do pote e colocar uma rolha de borracha. Na rolha de borracha, faça um furo e neste introduza a ponta da válvula de retenção, usada para criar o vácuo;
- Uma vez aberta a garrafa, utilizar as sementes o mais breve possível, e não voltar a armazenar as mesmas;
- Podemos usar esta mini bomba de vácuo manual para conservação de outros tipos de alimentos, em outros tipos de recipientes. Para tal, use sua criatividade e poste suas ideias aqui, nos comentários do blog.
Sementes são bens inestimáveis, essenciais a sobrevivência da nossa espécie e a chave para a sustentabilidade. Saber como armazena-las adequadamente assegura a sua viabilidade, pelo maior período possível.
Eu como minúsculo produtor de sementes venho, a cada novo ano e nova colheita, aprimorando as minhas técnicas, para um melhor armazenamento das sementes colhidas na minha "propriedade rural". Sempre busco seca-las de maneira correta e mantê-las acondicionadas longe da umidade excessiva, da flutuação de temperatura, do excesso de luz e de insetos, a fim de garantir a viabilidade das mesmas.
Do mesmo modo, para garantir que as sementes não brotem, antes do desejado, penso sempre em quatro elementos: oxigênio, umidade, luz solar e calor. Mantê-los longe das sementes é garantia armazenamento longo, pois estes quatro elementos criam uma reação de brotação natural nas sementes, chamando-as a vida.
Sei que existem muitas teorias e experimentos sobre qual o melhor método de armazenamento. Muitas desta já utilizei como: sacos de papel, armazenamento em geladeira, em garrafas PET... já misturei as sementes com sílica, pimenta do reino, folhas de louro, alho... e por aí vai..
Mesmo tomando vários cuidados, algumas vezes ainda encontro pequenos insetos se alimentando da minha preciosa produção, já acondicionada em garrafas PET, além de ver sementes brotando dentro das garrafas e perdendo, muito rapidamente, seu poder de germinação.
Descobri que uma das soluções, para evitar os insetos, além de preservar melhor as sementes, é acondiciona-las a vácuo. Para fazer o vácuo, encontrei tutoriais que utilizavam velas ou chumaços de algodão acesos, dentro da garrafa PET, para consumir todo o oxigênio. Porém, tentei várias vezes seguir estes tutoriais, sem sucesso, pois já que minha produção é pequena, acabava por não encher toda a garrafa, o que acarretava a queima da garrafa, ou da tampa, ou mesmo meus dedos.
Procurando outra solução, logo me lembrei de um experimento que fiz, a tempos, com algumas válvulas de retenção de ar e vi que, de maneira fácil e barata, seria possível montar uma mini bomba de vácuo manual.
Como o uso da bomba de vácuo, aliadas a outras técnicas de armazenamento, não tenho mais problemas com as minhas sementes estocadas e sempre tenho um alto índice de germinação das mesmas.
1) A mini bomba de vácuo
1.1) Material:
- Duas válvulas de retenção de ar (podem ser adquiridas em casas expecializadas em produtos para aquários);
- Uma conexão "T", também conhecido como distribuidor "T" (usado no sistema de esguicho de água, do limpador de para brisas de carros. Pode ser adquirida em autopeças);
- Uma seringa descartável de, no mínimo, 5 ml. Quanto maior a capacidade da seringa, mais rápido o vácuo será criado dentro da garrafa PET;
- 15 cm, ou mais, de mangueira (cano) para aquário.
Antes da montagem, é necessário identificar, nas válvulas de retenção, onde é a entrada de ar e onde é a saída. Em alguns modelos de válvulas, esta marcação já vem impressa na mesma, outras válvulas trazem um pequeno manual identificando as partes em questão. Na figura abaixo, ilustro, no modelo de válvula que utilizei, estes dois pontos:
![]() |
| Identificação da entrada e saída de ar, da válvula de retenção de ar. |
1.2) Montagem:
a - Cortar a mangueira de aquário em 3 partes de, mais ou menos, 5 cm cada;
b - Conectar as partes da mangueira na base do "T" e nas suas duas extremidades;
c - Na base do "T", conectar uma válvula de retenção, com a entrada de ar voltada para o "T";
d - Em uma das extremidades do "T", conectar a outra válvula de retenção, como a saída de ar voltada para o "T";
e - Na outra extremidade do "T", conectar a seringa.
![]() |
| Detalhes da montagem da mini bomba de vácuo manual |
![]() |
| Mini bomba de vácuo já montada. No detalhe, a válvula que deve ser introduzida no furo da garrafa PET (item "B" abaixo). |
1.3) Como usar:
a - Furar a tampa da garrafa PET. O orifício não deve ser muito grande, mas suficiente para que a ponta da válvula de retenção entre com um certo esforço;
b - Introduzir a ponta da válvula de retenção de ar, da extremidade do "T", no orifício da tampa;
c - Acionar o êmbolo da seringa, fazendo um movimento de vai e vem, até notar que a vedação da válvula está deformada (ver detalhe na foto abaixo);
d - Cortar ou remover a mangueira, que esta conectada na válvula da tampa da garrafa. A válvula de retenção não deve ser removida, pois é ela que garante o vácuo dentro da garrafa;
e - Revestir a tampa e a válvula de retenção com silicone ou parafina;
f - Rotular a garrafa com o tipo de semente e a data de armazenamento;
g - Armazenar a garrafa em local fresco e escuro.
![]() |
| Detalhe da válvula de retenção, mostrando o momento em que a vedação da mesma está deformada, indicando que é hora de parar de remover o ar (passo "C" acima). |
Com este método, eliminamos vários fatores que prejudicam uma boa preservação de nossas sementes, como:
- Diminuímos o oxigênio e a umidade no interior da garrafa, elementos estes que viabilizam a brotação das sementes.
- Armazenando em local fresco e escuro (geladeira, se possível), diminuímos o consumo dos açúcares do interior da semente, pelo seu embrião, o que dá mais longevidade as mesmas.
- Garantimos também, pela baixa presença de oxigênio, a não infestação das sementes armazenadas, por insetos praga.
![]() |
| Garrafa PET deformada, devido ao vácuo formado em seu interior. |
Mais detalhes sobre a montagem e uso no vídeo:
2) Outros usos:
Podemos usar a mini bomba de vácuo para remover o ar de potes de vidro, estes usados para conserva, com tampa metálica. Para isto, basta fazer um furo sobre a tampa do pote e repetir o processos executados acima, para garrafa PET.3) Dicas:
- Use sempre garrafas PET que foram usadas para acondicionar água com gás e refrigerante, pois estas são mais resistentes;- Se for usar potes de vidro, o ideal é usar potes novos, pois estes tem o sistema de vedação melhor que potes usados;
- Ainda sobre uso de potes de vidro, para garantir uma melhor vedação, fazer um furo maior na tampa do pote e colocar uma rolha de borracha. Na rolha de borracha, faça um furo e neste introduza a ponta da válvula de retenção, usada para criar o vácuo;
- Uma vez aberta a garrafa, utilizar as sementes o mais breve possível, e não voltar a armazenar as mesmas;
- Podemos usar esta mini bomba de vácuo manual para conservação de outros tipos de alimentos, em outros tipos de recipientes. Para tal, use sua criatividade e poste suas ideias aqui, nos comentários do blog.
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1 de agosto de 2016
Extrato de Cavalinha
Fungicida natural para uso na horta e jardim
A cavalinha (Equisetum sp) é uma das plantas mais antigas do mundo, sendo considerada um fóssil vivo, pois já existia, em tamanho descomunalmente maior, no tempo dos dinossauros.
Ela é comumente empregada na medicina natural, para tratar diversos problemas de saúde como doenças reumáticas, dos rins, além de ser usada para fortalecer unhas e cabelos.
Na agricultura, é também antiga aliada do produtor, por suas propriedades fortalecedoras da estrutura celular dos vegetais, pois ela é rica em sílica, na forma, principalmente, de silicato, que confere maior resistência as plantas. Ela também é usada, com muito sucesso, tanto contra infestações fúngicas, como ferrugem, oídio e míldio, assim como na prevenção destas doenças.
Para fazer usufruir de seus benefícios em nossos cultivos, usamos a cavalinha em forma de extrato liquido.
- 1 kg de cavalinha fresca, sem as raízes, ou 150 g de cavalinha seca.
a) Colocar a cavalinha de molho, em maceração, em 10 litros de água, durante, no mínimo, 12 horas e, no máximo, 24 horas;
b) Levar a maceração ao fogo alto, até ferver. Ao levantar fervura, baixar o fogo, tampar e manter em fervura por 20 minutos;
c) aguardar o extrato esfriar e coar.
Este extrato pode ser guardado, em garrafa plástica, ao abrigo da luz, em local fresco, por até 3 meses.
- Em plantas com infestação severa de fungos: inicialmente, pulverizar todos os dias, por 3 dias consecutivos. Após este período, pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias.
- Em plantas com sintomas iniciais de infestação de fungos: pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias seguidos.
- Para fortalecimento da planta e como preventivo ao surgimento de fungos: em período de chuva, pulverizar o extrato a cada 7 dias, no período da seca, pulverizar a cada 15 dias.
Para mais detalhes sobre o modo de preparar e de usar o extrato de cavalinha, veja o vídeo abaixo:
- Aplicar sempre ao fim da tarde;
- Para um armazenamento mais prolongado, após encher a garrafa com o extrato de cavalinha, remova o resto do ar que sobrou na garrafa, antes de fechá-la;
- Caso só tenha acesso a água clorada, usar um declorador ou deixar a água em um balde de boca larga, por 24 horas.
A cavalinha (Equisetum sp) é uma das plantas mais antigas do mundo, sendo considerada um fóssil vivo, pois já existia, em tamanho descomunalmente maior, no tempo dos dinossauros.
| Cavalinha |
Ela é comumente empregada na medicina natural, para tratar diversos problemas de saúde como doenças reumáticas, dos rins, além de ser usada para fortalecer unhas e cabelos.
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| Folhas de morango com ferrugem |
1 - Como preparar o extrato de cavalinha:
- 10 litros de água, sem cloro;- 1 kg de cavalinha fresca, sem as raízes, ou 150 g de cavalinha seca.
a) Colocar a cavalinha de molho, em maceração, em 10 litros de água, durante, no mínimo, 12 horas e, no máximo, 24 horas;
b) Levar a maceração ao fogo alto, até ferver. Ao levantar fervura, baixar o fogo, tampar e manter em fervura por 20 minutos;
c) aguardar o extrato esfriar e coar.
Este extrato pode ser guardado, em garrafa plástica, ao abrigo da luz, em local fresco, por até 3 meses.
2 - Como usar o extrato de cavalinha:
O extrato necessita ser diluído, antes de usar, na proporção de 200ml de extrato de cavalinha para cada litro de água. Usar esta diluição para pulverizar a planta afetada e o solo ao redor da mesma.- Em plantas com infestação severa de fungos: inicialmente, pulverizar todos os dias, por 3 dias consecutivos. Após este período, pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias.
- Em plantas com sintomas iniciais de infestação de fungos: pulverizar a cada 3 dias, por 15 dias seguidos.
- Para fortalecimento da planta e como preventivo ao surgimento de fungos: em período de chuva, pulverizar o extrato a cada 7 dias, no período da seca, pulverizar a cada 15 dias.
Para mais detalhes sobre o modo de preparar e de usar o extrato de cavalinha, veja o vídeo abaixo:
3 - Dicas:
- Aplicar sempre ao fim da tarde;- Para um armazenamento mais prolongado, após encher a garrafa com o extrato de cavalinha, remova o resto do ar que sobrou na garrafa, antes de fechá-la;
- Caso só tenha acesso a água clorada, usar um declorador ou deixar a água em um balde de boca larga, por 24 horas.
1 de julho de 2016
Como fazer compostagem somente de folhas secas
Como aproveitar as folhas de outono
Se existe alguma coisa que não falta aqui em casa, no outono, são folhas caídas! Esta abundância que se desprende das árvores nesta época do ano, são como presentes dado pela natureza para nós. Um presente precioso, pois além de podermos transformá-lo em algo especial e útil para melhorar o solo da nossa horta, podemos aprender muito com a simples observação do processo natural de seu surgimento até seu cair (alguma coisa de impermanência, talvez?).
Se você já esteve em uma mata preservada, você certamente percebeu a leveza da terra sob seus pés. Provavelmente reparou como o solo é escuro. Se você pegou um pouco deste solo em suas mãos, certamente viu quão suave, de odor agradável e cheio de vida este solo é. Isto tudo é, em grande parte, por conta das folhas que aí um dia caíram, criando um revestimento que ajuda a reter a umidade no solo e, lentamente, se decompõem e alimentam, de forma direta e indireta, toda a vida que ali está.
Feito somente de folhas, este composto, ao contrário do processo de compostagem tradicional (que gera calor e depende, em sua maioria, de bactérias esfomeadas para transformar o material orgânico em matéria orgânica), é feito com predominância de fungos que, literalmente, se deliciam com as folhas servidas a eles, gerando menos calor, sendo considerado um processo "a frio". Enquanto a compostagem tradicional leva, em média, 3 meses para atingir a maturidade, o composto de folhas pode demorar até 3 anos.
Dentro os benefícios que ele pode trazer para seu solo, podemos citar:
Para dar uma forcinha a natureza e acelerar um pouco este processo, nós iremos dispor da seguinte técnica:
- Usar um inoculante de fungos: a serrapilheira. A serrapilheira é o material que fica depositado no piso das matas e florestas preservadas, composto de montes de folhas, galhos, frutos, etc... em estado de decomposição variado;
- Triturar as folhas recolhidas no nosso jardim e a serrapilheira, separadamente, com a ajuda de um triturador, ou de um cortador de gramas, ou ainda de um facão bem afiado.
3.1 - Em saco plástico:
a) Coloque uma camada de folhas trituradas, de aproximadamente 15 cm, dentro de um saco plástico, que não seja biodegradável;
b) Cobrir com uma camada fina de serrapilheira triturada;
c) Compactar de leve e umedecer com água sem cloro;
d) Repetir os passos "a" e "b", até 3/4 do volume do saco, terminando com uma camada de serrapilheira;
e) Fechar e amarrar bem a boca do saco;
f) Faça vários furos na lateral do saco, com um objeto pontiagudo, da espessura de um lápis, ou menor, para que entre um pouco de ar;
g) Manter o saco a sombra.
3.2 - Em composteira:
a) Repetir os passos "a" e "b" do item 3.1 acima, até encher a composteira;
b) Cobrir a composteira com uma lona, para diminuir a evaporação;
Uma vez por mês, checar a umidade das folhas no saco e na composteira. Se necessário umedecer novamente. No caso do saco: Virá-lo de cabeça para baixo e mantê-lo a sombra. Na composteira: revirar as folhas.
Mais detalhes do processo de produção no vídeo:
Com o uso desta técnica, podemos diminuir o tempo de decomposição das folhas para, no mínimo, 4 meses, chegando até 8 meses a 1 ano, dependendo das condições de umidade das folhas e das condições climáticas.
Você saberá que o processo terminou quando a pilha estiver com cheiro de terra de mata após a chuva, um material escura (quase preta) que lembra o solo de matas e florestas.
- Alguns autores sugerem acrescentar alguma fonte de nitrogênio a pilha de folhas, para acelerar o processo. Mas, ao fazer isso, estamos alterando o método de decomposição para "compostagem" bacteriana e o produto final terá características e benefícios diferentes do composto de folhas;
- O teor de celulose (lignina) das folhas pode afetar o tempo de decomposição. Quanto mais celulose as folhas tiverem, mais tempo para a decomposição;
- Cuidado: a capacidade de retenção de água pode ser problema em sementeiras, principalmente nos períodos chuvoso, pois podem promover o apodrecimento das sementes no solo.
- Artigo: Cost Saving Tip-Leaf Litter Mulch - Karen Blaedow - Agriculture and Natural Resources Horticulture - Publicado em Wayne County Winter - 2012
- Organic Gardening for healthy food and a healthy planet - Disponível em: http://www.organicgardeningzen.com/gardening-guide/leaf-mold-guide/ acessado em maio de 2015;
- Experimentos do autor.
Se existe alguma coisa que não falta aqui em casa, no outono, são folhas caídas! Esta abundância que se desprende das árvores nesta época do ano, são como presentes dado pela natureza para nós. Um presente precioso, pois além de podermos transformá-lo em algo especial e útil para melhorar o solo da nossa horta, podemos aprender muito com a simples observação do processo natural de seu surgimento até seu cair (alguma coisa de impermanência, talvez?).
![]() |
| Folhas secas de outono. |
1 - O composto de folhas
Feito somente de folhas, este composto, ao contrário do processo de compostagem tradicional (que gera calor e depende, em sua maioria, de bactérias esfomeadas para transformar o material orgânico em matéria orgânica), é feito com predominância de fungos que, literalmente, se deliciam com as folhas servidas a eles, gerando menos calor, sendo considerado um processo "a frio". Enquanto a compostagem tradicional leva, em média, 3 meses para atingir a maturidade, o composto de folhas pode demorar até 3 anos.2 - Benefícios do composto de folhas
Este tipo de composto fornece poucos nutriente as plantas, diferenciando-se assim, mais uma vez, dos composto tradicionais. Por sua vez, ele melhora a estrutura do solo, por isso ele é considerado um condicionador de solo.Dentro os benefícios que ele pode trazer para seu solo, podemos citar:
- Melhora a estrutura do solo: ajuda a suavizar solos pesados, como os argilosos;
- Retenção de água: ele é capaz de absorver até 50 vezes o seu peso em água. Ao misturá-la ao solo, melhoramos a retenção da água, tornando-a facilmente disponível para nossas plantas;
- Melhora a vida do solo: pois estimula a atividade biológica no solo, criando um ambiente microbiano que ajuda a prevenir pragas e doenças.
3 - Como fazer
Se deixarmos as folhas sobre os solo, depois de caídas, ou amontoá-las em um canto, elas irão, sozinhas, se transformar em composto de folhas, assim como ocorre nas matas e florestas. Porém, este processo pode demorar muitos anos. Quanto mais celulose uma folha tiver, maior será o seu tempo de compostagem.![]() |
| Folhas secas, recolhidas no meu quintal. |
Para dar uma forcinha a natureza e acelerar um pouco este processo, nós iremos dispor da seguinte técnica:
- Usar um inoculante de fungos: a serrapilheira. A serrapilheira é o material que fica depositado no piso das matas e florestas preservadas, composto de montes de folhas, galhos, frutos, etc... em estado de decomposição variado;
- Triturar as folhas recolhidas no nosso jardim e a serrapilheira, separadamente, com a ajuda de um triturador, ou de um cortador de gramas, ou ainda de um facão bem afiado.
3.1 - Em saco plástico:
a) Coloque uma camada de folhas trituradas, de aproximadamente 15 cm, dentro de um saco plástico, que não seja biodegradável;
b) Cobrir com uma camada fina de serrapilheira triturada;
c) Compactar de leve e umedecer com água sem cloro;
d) Repetir os passos "a" e "b", até 3/4 do volume do saco, terminando com uma camada de serrapilheira;
e) Fechar e amarrar bem a boca do saco;
f) Faça vários furos na lateral do saco, com um objeto pontiagudo, da espessura de um lápis, ou menor, para que entre um pouco de ar;
g) Manter o saco a sombra.
3.2 - Em composteira:
a) Repetir os passos "a" e "b" do item 3.1 acima, até encher a composteira;
b) Cobrir a composteira com uma lona, para diminuir a evaporação;
Uma vez por mês, checar a umidade das folhas no saco e na composteira. Se necessário umedecer novamente. No caso do saco: Virá-lo de cabeça para baixo e mantê-lo a sombra. Na composteira: revirar as folhas.
Mais detalhes do processo de produção no vídeo:
Com o uso desta técnica, podemos diminuir o tempo de decomposição das folhas para, no mínimo, 4 meses, chegando até 8 meses a 1 ano, dependendo das condições de umidade das folhas e das condições climáticas.
Você saberá que o processo terminou quando a pilha estiver com cheiro de terra de mata após a chuva, um material escura (quase preta) que lembra o solo de matas e florestas.
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| Composto de folhas em processo de colonização, por fungos da serrapilheira. |
4 - Como usar
- Incorporar de 5 a 10 litros/mt2 ao solo, antes de plantar. Desta forma, altera a densidade do solo, podendo deixá-lo até 20% menos denso que um solo sem o composto de folhas, tornando-o um ambiente perfeito para o crescimento de raízes;
- Em coroamento de plantas perenes e anuais, ajuda a manter a umidade durante o verão;
- Como cobertura de solo, espalhar uma camada de 5 a 8 cm de altura, evita a flutuação extrema de temperatura do solo e mantém a superfície do solo solta, facilitando a entrada de água e retendo umidade no solo, diminuindo a evaporação;
- Devido a capacidade de retenção de água, em quase 50%, é muito útil no cultivo de hortaliças, podendo reter água por até 2 semanas, o que é ótimo para os períodos mais quentes.
- Excelente ingrediente para compor o substrato para cultivo, pois sua características são muito semelhante à turfa, podendo ser usada no seu lugar em substratos: Misturar meio-a-meio composto de folhas e húmus de minhoca, para compro um substrato rico em nutrientes para produção de mudas. Ou combinar iguais partes de composto de folhas e perlita
5 - Dicas
- Não adicionar folhas "cruas", sem compostar, direto em seus canteiros. Por serem pobres em nitrogênio, elas roubarão este elemento do solo;- Alguns autores sugerem acrescentar alguma fonte de nitrogênio a pilha de folhas, para acelerar o processo. Mas, ao fazer isso, estamos alterando o método de decomposição para "compostagem" bacteriana e o produto final terá características e benefícios diferentes do composto de folhas;
- O teor de celulose (lignina) das folhas pode afetar o tempo de decomposição. Quanto mais celulose as folhas tiverem, mais tempo para a decomposição;
- Cuidado: a capacidade de retenção de água pode ser problema em sementeiras, principalmente nos períodos chuvoso, pois podem promover o apodrecimento das sementes no solo.
6 - Fontes
- Utilization of Leaf Compost as Soil Amendment in Cut Flower Production - Abibail A Maynard, PH.D. - Department of Forestry and Horticulture - Bolletin 1022 - 2010;- Artigo: Cost Saving Tip-Leaf Litter Mulch - Karen Blaedow - Agriculture and Natural Resources Horticulture - Publicado em Wayne County Winter - 2012
- Organic Gardening for healthy food and a healthy planet - Disponível em: http://www.organicgardeningzen.com/gardening-guide/leaf-mold-guide/ acessado em maio de 2015;
- Experimentos do autor.
4 de junho de 2016
Como extrair Humato
Fonte de ácidos húmicos e fúlvicos para as plantas e o solo
Para alcalinizar o meio, a indústria utiliza o hidróxido de sódio (soda cáustica), pois este composto químico é dos mais baratos alcalinizantes existentes. O humato de sódio, resultante desta extração, é normalmente usado como complemento da alimenteção animal. Somente após a remoção do excesso de sódio, é possível usar este tipo de humato na agricultura, já que o excesso desse elemento químico pode afetar negativamente a fertilidade do solo.
Outro composto químico usado para extrair o humato é o hidróxido de potássio (potassa cáustica). O humato de potássio, extraído com este composto, é o mais usado na agricultura, já que contém certa quantidade de potássio, que não é prejudicial ao solo, como o sódio.
Mais detalhes sobre estes processos no vídeo:
- Stimulation of Plant Growth by Humic Substances - Yong Seok Lee and Richmond J. Bartlett - SSSAJ, 1976;
- Method for the production of humic acids, humates, and of compositions - M. Folmizano e outros, I C B Spa Ind Chimica E Biolog - 1972;
- artigo How to produce Potassium Humate - link: www.cnhumicacid.com/how-to-produce-potassium-humate/- acessado em maio/2016.
Humato é um nome dado ao extrato de substâncias húmicas, solúveis em água,
que contém uma fonte concentrada de compostos de ácidos orgânicos, sendo em maior concentração ácidos húmicos e fúlvicos, além de outros elementos, extraídos de matéria orgânica
humificada (húmus).
O humato não é tido como um fertilizante, mais sim como um
melhorador dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo que, dentre outras
coisas:
- Melhora a capacidade de retenção de água;
- Aumenta a disponibilidade de nutrientes;
- Promove a atividade microbiana no solo;
- Favorece o desenvolvimento vegetativo;
- Favorece o desenvolvimento e volume das raízes, propiciando a maior absorção de nutrientes;
- Estimula a atividade enzimática nas plantas;
- Aumenta o teor de clorofila das folhas, favorecendo a fotossíntese, dentre outros benefícios;
- Melhora a capacidade de retenção de água;
- Aumenta a disponibilidade de nutrientes;
- Promove a atividade microbiana no solo;
- Favorece o desenvolvimento vegetativo;
- Favorece o desenvolvimento e volume das raízes, propiciando a maior absorção de nutrientes;
- Estimula a atividade enzimática nas plantas;
- Aumenta o teor de clorofila das folhas, favorecendo a fotossíntese, dentre outros benefícios;
Os humatos comerciais, em sua
maioria, são extraídos de turfa, leonardita e outras fontes de
matéria orgânica.
A matéria orgânica humificada é misturada em uma solução alcalina, pois ácidos húmicos e fúlvicos são solúveis neste meio. Posteriormente, após a extração dos ácidos, se necessário, faz-se a acidificação desta solução, a fim de separar os ácidos húmicos dos fúlvicos, pois este se mantêm em solução, enquanto os ácidos húmicos precipitam na mesma.
Para alcalinizar o meio, a indústria utiliza o hidróxido de sódio (soda cáustica), pois este composto químico é dos mais baratos alcalinizantes existentes. O humato de sódio, resultante desta extração, é normalmente usado como complemento da alimenteção animal. Somente após a remoção do excesso de sódio, é possível usar este tipo de humato na agricultura, já que o excesso desse elemento químico pode afetar negativamente a fertilidade do solo.
Outro composto químico usado para extrair o humato é o hidróxido de potássio (potassa cáustica). O humato de potássio, extraído com este composto, é o mais usado na agricultura, já que contém certa quantidade de potássio, que não é prejudicial ao solo, como o sódio.
Outros compostos, como Ca(OH)2, ZnSO4, MgSO4 e Fe(NO3)3 também são
usados como alcalinizantes para extração do humato.
2 - Método de extração do humato
O método a seguir é uma alternativa fácil e barata para extração do humato, contido em húmus de minhoca, com resultados positivos na quantidade de ácidos húmicos e fúlvicos e no uso do produto final.
2.1 - Ingredientes e materiais necessários:
- 2,5 litros de água de boa qualidade, sem cloro;
- 500 g de húmus de minhoca, bem curtido;
- 5 g de hidróxido de potássio (potassa cáustica);
- 2 baldes ou tambores de plástico, de 10 litros ou mais;
- 1 peneira de plástico, de trama fina, ou uma meia-calça feminina;
- 1 colher de pau ou plástico;
Materiais opcionais:
- 1 colher de pau ou plástico;
Materiais opcionais:
- 1 filtro de papel (para café) ou de pano, de trama bem fina;
- 1 garrafa de vidro ou plástico, não transparente, de 2 litros;
- luvas de plástico e óculos de segurança.
- luvas de plástico e óculos de segurança.
CUIDADO: o hidróxido de potássio pode provocar queimadura na pele. Por isso, ao manipulá-lo, utilize sempre luvas e óculos de segurança.
2.2 - Procedimentos:
a) No balde, dissolver a potassa cáustica em 2,5 litros de água;
b) Acrescentar o húmus de minhoca e misturar bem por, pelo menos, 5 minutos, usando a colher de pau;
c) Tampar o balde e deixar esta mescla repousar por 1 hora, ao abrigo do sol e da chuva;
d) Após 1 hora, revolver a mescla novamente, por mais 5 minutos. Repetir este procedimento por mais 5 vezes;
e) Passar a mescla pela peneira de trama fina. A parte líquida resultante já é o humato;
f) Manter o humato em balde tampado, ao abrigo do sol e da chuva, por 12 horas;
g) Após 12 horas, já podemos usar o humato para regar nossas plantas;
2.3 - Procedimentos opcionais:
a) Caso for utilizar o humato em um pulverizador, para aplicação foliar, filtrar o humato em filtro de pano, de trama bem fina, ou em um filtro de café;
b) Filtrado, o humato pode ser armazenado, em garrafa de vidro ou plástico escuro, por até 7 dias.
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| Repousar por 1 hora, ao abrigo do sol e da chuva. |
2.3 - Procedimentos opcionais:
a) Caso for utilizar o humato em um pulverizador, para aplicação foliar, filtrar o humato em filtro de pano, de trama bem fina, ou em um filtro de café;
b) Filtrado, o humato pode ser armazenado, em garrafa de vidro ou plástico escuro, por até 7 dias.
Mais detalhes sobre estes processos no vídeo:
3 - Como usar
- Tratamento de sementes para plantio: deixar as sementes de molho em solução de humato a 50% (exemplo: 50 ml de humato + 50 ml de água), de 10 a 30 minutos. Quanto mais dura a semente, maior o tempo de molho;
- No preparo da terra para cultivo: regar o solo, após a aplicação dos demais adubos e insumos, na diluição de 100 ml por litro de água, pelo menos, 15 dias antes do plantio;
- Em cultivos anuais: 20 ml por litro de água, a cada 30 dias;
- Em árvores e arbustos não estabelecidos: de 30 ml a 50 ml por litro de água, a cada 30 dias, dependendo do porte da planta;
- Em árvores e arbustos já estabelecidos: de 50 ml a 100 ml por litro de água, a cada 30 dias, dependendo do porte da planta;
- Em plantas ornamentais e gramado: 30 ml por litro de água, a cada 30 dias;
- Em plantas aquáticas: diluir 10 ml para cada litro de água do tanque, duas vezes ao ano.
4 - Dicas
- Durante a extração e armazenamento do humato, evite o contato do mesmo com qualquer tipo de metal;
- Na aplicação, sempre regar o solo com humato e pulverizar via foliar;
- Evitar pulverização foliar quando as plantas estiverem floridas. Nesse período, somente regar o solo;
- Não se obtêm resultados na aplicação de humato em solo que não contém matéria orgânica;
- A fração sólida, resultante dos passos e e h, do item 2.2 acima, pode ser usada como adubo, após seco ao sol.
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| Resto do processo de extração do humato, secando ao sol. |
5 - Fontes
- Effects of humic acids from vermicomposts on plant growth - Norman Q. Arancon e outros - European Journal of Soil Biology, 2006;- Stimulation of Plant Growth by Humic Substances - Yong Seok Lee and Richmond J. Bartlett - SSSAJ, 1976;
- Method for the production of humic acids, humates, and of compositions - M. Folmizano e outros, I C B Spa Ind Chimica E Biolog - 1972;
- artigo How to produce Potassium Humate - link: www.cnhumicacid.com/how-to-produce-potassium-humate/- acessado em maio/2016.
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